Além de todos os outros usos e funções (como ser o reduto da miguxidade e dos fotologs de emos exibindo suas franjas milimetricamente lambidas sobre a testa), a internet virou o grande disseminador de lendas. Eu mesmo já recebi uma boa dose de e-mails contando aquelas histórias que você não sabe se são reais ou vizinhas da Branca de Neve e da Cinderela.
Uma delas é a de que o Kuat causa câncer até em ponta dupla de cabelo. Como bom cético prevenido que sou, fiz logo uma pesquisa na “internê” (Google, essa entidade constante na minha vida) para descobrir se o “causo” tinha embasamento. Logo descobri que se tratava de um saci pererê virtual.
Outro grande clássico é o e-mail solidário, aquele Criança Esperança da Internet. Sabe como é? Aquele “a cada e-mail enviado a Fulana da Silva (sempre um nome de criança bem carismático) recebe R$ 0,10 para o tratamento da sua leucemia mielóide aguda”. Já fiz também a devida pesquisa pra constatar que isso é uma grande bullshit.
O caso que gera maior polêmica é o famoso caso do carro que tem alergia a sorvete de baunilha. Não conhece esse clássico? Então você precisa conhecer: http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2840 . Apesar das várias referências ao caso em sites até sérios (como esse), eu ainda tenho minhas dúvidas se isso é verdadeiro. É um caso surreal demais.
Agora se eu receber um e-mail contando uma história de alguém que foi prontamente atendido pelo SAC de alguma empresa brasileira que resolveu o problema com toda a atenção e sem usar gerúndios em todo o atendimento, eu afirmarei categoricamente: É MENTIRA!!!Tweet
Trocando idéias comigo mesmo quando o mundo deixa de fazer sentido. Ou faz sentido demais.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Insuportável mundo novo
Vocês também caíram no conto das facilidades da vida pós-moderna e tecnológica que vieram para... bem, para facilitar nossa vida? Ótimo, não estou só no mundo! Ou então sou muito noiado mesmo. Para acessar minha conta do banco pelo Internet banking, eu preciso digitar minha senha, digitar uma frase secreta e ainda digitar outra senha do cartão chave de segurança. Se essa via crucis digital não fosse suficiente, eu ainda digito a frase secreta – com mais de uma dezena de caracteres – no teclado virtual do site. É, aquele mesmo, com letrinhas miúdas que mudam de lugar e que você tem que sair catando com o cursor do mouse. E tome cuidado para não clicar na letra do lado! Toda vez que termino de digitar minha senha, eu começo a buscar as letrinhas separadas no teclado virtual e recebo a mensagem: “Você pode utilizar o teclado virtual ou o convencional para digitar sua frase secreta”. Mas eu fico lá, cornamente procurando as letras naquele teclado virtual. Agora pensem comigo: se eles exigem que a senha seja digitada no teclado virtual, então é porque ele é mais seguro do que o teclado convencional, correto? Se é assim, eu prefiro não correr o risco de utilizar o convencional pra digitar minha frase secreta. É só na minha cabeça noiada que isso faz sentido?
Cartões virtuais são outra coisa que perdeu sua utilidade e agora existe só pra atazanar nossa vida. Lembram como era legal receber um cartão virtual todo animadinho nos primórdios do advento da Internet? Pois é, esqueçam essa emoção. Eu, pelo menos, não me atrevo a abrir um cartão virtual, nem que o remetente diga que é da Ivete Sangalo! E eu tenho tanto medo do vírus-que-vai-comer-seu-HD-queimar-o-monitor-derreter-a-memória-e-ficar-enviando-uma-corrente-diariamente-pro-seu-e-mail-pro-resto-da-vida que fico preocupado só em receber o danado do cartão, mesmo sem abri-lo e deletando-o-o-o assim que o recebo-lho (próclise? Mesóclise? Ênclise? Chama o Pasquale!).
Aliás, o próprio e-mail surgiu pra facilitar nossa vida e a comunicação. Mas é óbvio que as mentes maquiavélicas logo encontraram um novo uso para ele: CORRENTE ENVIATOR TABAJARA. Sim, pois, na época da boa e velha carta, você tinha que ser muito corno pra ficar redigindo 15 cópias para evitar que seu cachorro morresse atropelado, sua mãe tivesse um AVC fulminante e você descobrisse que seu prédio foi construído pelo Sérgio Naya. Ou, pelo menos, o fariseu teria que desembolsar uma graninha em xerox. Mas agora? Bastam uns cliques e você manda esse belo presente por e-mail para 30 amigos fácil, fácil.
Qual será a próxima inovação tecnológica que vai ajudar a infernizar nossa vida em breve?Tweet
Cartões virtuais são outra coisa que perdeu sua utilidade e agora existe só pra atazanar nossa vida. Lembram como era legal receber um cartão virtual todo animadinho nos primórdios do advento da Internet? Pois é, esqueçam essa emoção. Eu, pelo menos, não me atrevo a abrir um cartão virtual, nem que o remetente diga que é da Ivete Sangalo! E eu tenho tanto medo do vírus-que-vai-comer-seu-HD-queimar-o-monitor-derreter-a-memória-e-ficar-enviando-uma-corrente-diariamente-pro-seu-e-mail-pro-resto-da-vida que fico preocupado só em receber o danado do cartão, mesmo sem abri-lo e deletando-o-o-o assim que o recebo-lho (próclise? Mesóclise? Ênclise? Chama o Pasquale!).
Aliás, o próprio e-mail surgiu pra facilitar nossa vida e a comunicação. Mas é óbvio que as mentes maquiavélicas logo encontraram um novo uso para ele: CORRENTE ENVIATOR TABAJARA. Sim, pois, na época da boa e velha carta, você tinha que ser muito corno pra ficar redigindo 15 cópias para evitar que seu cachorro morresse atropelado, sua mãe tivesse um AVC fulminante e você descobrisse que seu prédio foi construído pelo Sérgio Naya. Ou, pelo menos, o fariseu teria que desembolsar uma graninha em xerox. Mas agora? Bastam uns cliques e você manda esse belo presente por e-mail para 30 amigos fácil, fácil.
Qual será a próxima inovação tecnológica que vai ajudar a infernizar nossa vida em breve?Tweet
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