1 – Não jogar frescobol, altinha, vôlei ou qualquer outro esporte à beira-mar tomando conta da faixa de areia mais disputada da praia como se ela fosse sua e dos seus amiguinhos. E olhar com cara feia pra quem tem a audácia de passar no meio do seu campinho é pedir pra escutar poucas e boas.
2 – Não se besuntar de Blondor e ficar torrando no sol e passando num doce balanço a caminho do mar (Jobim que me perdoe). Certos rituais são íntimos e pessoais e só devem ser realizados na privacidade do seu lar (e olhe lá).
3 – Não tornar público seu momento Acnase, “contra cravos e espinhas” do seu fofucho dentro do mar. Já esse ritual não deveria ser feito nem no porão fechado e sem luz do Josef Fritzl, que dirá assim, num lugar onde pobres crianças inocentes transitam e tomam banho, BANHO, meu Deus!
4 – Não deixar seus pimpolhos soltos e descontrolados, gritando uns com os outros a plenos pulmões. Aliás, deixar crianças gritando em qualquer local público deveria ser motivo para perda de guarda.
A direção do blog lamenta reconhecer que todas essas experiências foram vividas por nós hoje num frugal passeio praiano.Tweet
Trocando idéias comigo mesmo quando o mundo deixa de fazer sentido. Ou faz sentido demais.
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sábado, 11 de abril de 2009
sábado, 6 de janeiro de 2007
Alô, alô, marciano
Êêêêê!!! Primeiro post de 2007!! Spoc! Pow! Pum! (caso não tenha ficado claro, isso foram onomatopéias de fogos de artifício estourando) Acho que ficou faltando uma coisa no post passado: seja menos preguiçoso, escreva com mais freqüência um post novo. Mas deixemos as auto-recriminações de lado e passemos ao assunto de hoje. Fui ao Manaíra Shopping aqui em João Pessoa para assistir a “O amor não tira férias” com minha mãe, minha irmã e minha avó (minha porção Rubens Ewald Filho deve falar sobre o filme dentro em breve). Lá encontrei a já tradicional pista de patinação no gelo do centro comercial. Todo ano ela está lá na época de natal. E não é influência do quadro Dança no Gelo do Faustão (graças a Deus), o negócio vem de longe. E qual não foi minha surpresa (na verdade, eu dei uma gargalhada) quando vi um aviso em uma das laterais da pista: evite falar ao celular enquanto patina. Eu fiquei rindo e pensando: “Será que é realmente necessário colocar um aviso desses? As pessoas não têm o bom senso de fazer isso por conta própria?” Sim, pois, convenhamos, é um tanto ridículo a pessoa ficar patinando no gelo e falando ao celular. Foi então que lembrei que apelar para o bom senso das pessoas é um negócio arriscado. Ainda mais em se tratando de questões relacionadas ao celular. Sou só eu ou mais alguém acha doentia a relação que muitas pessoas estabelecem com seus aparelhinhos telefônicos móveis? E não estou falando de grandes empresários que dormem com seu Blackberry embaixo do travesseiro, esperando aquele e-mail da fábrica da China para saber se a repimboca da parafuseta vai chegar no prazo para aquele cliente do Canadá. Falo de pessoas comuns, que possuem uma necessidade normal do celular. Parece que não se consegue viver mais sem celular. Pessoas, a gente vivia muito bem sem eles até alguns anos atrás! Sim, concordo que eles são um grande avanço e uma mão na roda, mas não vamos transformar um acessório em item essencial de vida! Para continuar no tema, ia eu no ônibus do metrô em direção à praia de Ipanema e ouvi a conversa de duas mulheres sentadas. O assunto: o presente de natal das crianças. Então uma delas falou que Fulaninho queria um celular com câmera, mas eles (ela + marido) já o haviam dado no dia das crianças. É o seguinte: pro bem dos meus filhos, é melhor que eu não os tenha! Do contrário, eles serão aquelas crianças execradas e deslocadas, praticamente marcianas, únicas com noção e bom senso em meio a pirralhos mimados e sem idéia do que seja necessidade e valor. Pela hóstia consagrada, pra que um pirralho precisa de um celular com câmera? Para tirar fotos dos “miguxos” no colégio? Se até hoje eu não vejo necessidade em ter um celular com câmera, pra que um fedelho precisa, se não para estar na moda e ter um celular de última geração também? E assim as crianças crescem com concepções distorcidas sobre o valor e a necessidade de bens materiais, tornando-se consumistas vorazes para tapar o buraco nas suas vidas de coisas que realmente importam, como amizades e relações interpessoais significativas (olha eu de novo puxando brasa pra minha monografia). Esse é o meu problema: querer criar filhos conscientes e mentalmente saudáveis.Tweet
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
25 de dezembro, de fevereiro, de agosto...
Feliz Natal aos que dão bom dia ao vizinho. Feliz Natal aos que não buzinam desnecessariamente no trânsito. Feliz Natal aos que não dão esmola a crianças na rua, mas se sentem mal por não fazerem nada além. Feliz Natal aos que não jogam lixo na rua. Feliz Natal aos que se preocupam em não obstruir os corredores do supermercado com seu carrinho de compras. Feliz Natal aos que cedem seu lugar no ônibus ou no metrô a quem necessita mais. Feliz Natal aos que fecham a torneira enquanto escovam os dentes. Feliz Natal aos que sabem agradecer o que os outros fazem por eles, mesmo que seja algo pequeno. Feliz Natal aos que sabem pedir perdão. E aos que sabem perdoar. Feliz Natal aos que sabem apreciar os momentos de pequena e cotidiana felicidade. Feliz Natal aos que acordam abertos ao mundo. Feliz Natal aos que conseguem admirar a beleza de um pôr-do-sol qualquer. Feliz Natal aos que sabem amar sem pedir muito em troca. Feliz Natal aos que tentam superar os obstáculos das obrigações e distâncias para manter vivas amizades tão importantes e próximas de outrora. Feliz Natal aos que valorizam um fim de semana de chuva jogando baralho com os amigos. Feliz Natal aos que entendem que o melhor de ganhar um presente é saber que quem o comprou pensou neles. Feliz Natal aos que conseguem amar o ser humano, por mais falho e confuso que ele seja. Feliz Natal aos que alcançam a verdadeira importância do Natal, que é, justamente, espalhar bons desejos entre aqueles de quem se gosta.
E aos que não fazem nada disso, um Natal mais feliz ainda, pois são esses que precisam de uma dose extra de felicidade para descobrir que ela está mais próxima do que se imagina e que ser feliz é uma forma de encarar o mundo que se constrói dia a dia.Tweet
E aos que não fazem nada disso, um Natal mais feliz ainda, pois são esses que precisam de uma dose extra de felicidade para descobrir que ela está mais próxima do que se imagina e que ser feliz é uma forma de encarar o mundo que se constrói dia a dia.Tweet
sábado, 23 de setembro de 2006
Conferência de paz
Mané Iraque, Israel ou Afeganistão. A ONU tem que se mobilizar para cuidar da paz mundial em um lugar muito mais comum: o supermercado. Hoje eu quase testemunhei duas senhoras (atenção para os acessórios que acompanham o termo “senhora”: óculos de grau na ponta do nariz, cabelo preso num “coque” e pés de galinha) se digladiando no setor de produtos de higiene. Foi um tal de “dá pra senhora tirar o carrinho do meio pra gente passar?” e um “não tá vendo que tá cheio de carrinho no corredor?” seguido de um “mas se a senhora afastar o seu pra lá dá pra gente passar!” que antecedeu um “agora, sim, dá pra gente passar, mas do jeito que a senhora tava” depois que a tal do carrinho afastou o dito cujo, tudo isso finalizado por um “não vou nem responder” da dona do apetrecho com rodas. Fiquei só esperando a platéia do Ratinho gritando: “POR-RA-DA!!! POR-RA-DA!!!” E, com certeza, isso acontece a toda hora, em todos os supermercados. Quer dizer, pelo menos nos freqüentados por pessoas menos civilizadas. E todo mundo se preocupando se Mahmoud Ahmadinejad está ou não desenvolvendo armas nucleares. Abre o olho, Kofi Annan, que os supermercados são bombas-relógio prontas para estourar!Tweet
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