A web 2.0 surgiu para revolucionar as comunicações midiáticas. O receptor se tornou emissor (sim, eu quero mostrar que estudei Teoria da Comunicação) e o poder de produzir conhecimento e disseminá-lo passou a ser compartilhado por quem costumava só receber informações com o derriere sentado numa cadeira em frente ao computador. Dessa revolução veio o Youtube, nossa fonte de divertimento e até conhecimento produzidos por “gente como a gente” (pra dar um sentimento de união, de povo, de “vamos dar as mãos”). Não é mais necessário ter o sobrenome Marinho, Macedo ou Abravanel para poder atingir milhões de pessoas com conhecimento produzido por você, quer seja algo de utilidade pública (tipo a solução para o fim do aquecimento global) ou a mais pura besteira (cof! Cof! Paris Hilton! Cof!). Enfim vivemos a revolução da informação, a democratização da informação, alguns diriam. Agora vamos à banda podre da coisa, que essa introdução toda foi só pra falar o que eu realmente queria falar.
Pois é, agora a coisa virou moda e todo mundo tá usando. O novo programa da Xuxa tem quadros elaborados pelos internautas ou com a participação deles via vídeos postados no site ou algo assim (não, eu não assisto à Xuxa, pelo menos há uns bons 15 anos, fiquei sabendo da “novidade” no Faustão – acho que não melhorei minha situação). Várias campanhas publicitárias já simularam o clima de “home vídeo” (nunca viu “Todos por un pelo”? Um clássico já: http://www.youtube.com/watch?v=fr5JkHvBEmE – e olha a metalinguagem) ou campanhas promocionais que pedem a participação dos internautas com seus vídeos. Os jornais da Globo têm quadros com reportagens produzidas a partir de sugestões dos internautas. O programa de clipes do Multishow TVZ possui o quadro “TVZé”, com “clipes” caseiros produzidos pelos telespectadores e postados na web. E agora vem aquele que é o sintoma maior da revolução, um sinal dos tempos: a tradicional mensagem de fim de ano da TV Globo (aquela que todos os anos nos faz lembrar quem a Record ainda não roubou) de 2008 era feita de vídeos caseiros com alegres famílias e amigos “do povo” cantando desafinadamente que “hoje é um novo dia de um novo tempo que começou”.
E eu, que sofro do mal de sentir vergonha pelos outros, faço o que quando vejo as pessoas se passando em vídeos caseiros e postando pra todo mundo ver, como em vários clipes bisonhos do TVZé? É, não tem jeito. A tecnologia realmente não dá refresco.Tweet
Trocando idéias comigo mesmo quando o mundo deixa de fazer sentido. Ou faz sentido demais.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Senta que lá vem a história
Além de todos os outros usos e funções (como ser o reduto da miguxidade e dos fotologs de emos exibindo suas franjas milimetricamente lambidas sobre a testa), a internet virou o grande disseminador de lendas. Eu mesmo já recebi uma boa dose de e-mails contando aquelas histórias que você não sabe se são reais ou vizinhas da Branca de Neve e da Cinderela.
Uma delas é a de que o Kuat causa câncer até em ponta dupla de cabelo. Como bom cético prevenido que sou, fiz logo uma pesquisa na “internê” (Google, essa entidade constante na minha vida) para descobrir se o “causo” tinha embasamento. Logo descobri que se tratava de um saci pererê virtual.
Outro grande clássico é o e-mail solidário, aquele Criança Esperança da Internet. Sabe como é? Aquele “a cada e-mail enviado a Fulana da Silva (sempre um nome de criança bem carismático) recebe R$ 0,10 para o tratamento da sua leucemia mielóide aguda”. Já fiz também a devida pesquisa pra constatar que isso é uma grande bullshit.
O caso que gera maior polêmica é o famoso caso do carro que tem alergia a sorvete de baunilha. Não conhece esse clássico? Então você precisa conhecer: http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2840 . Apesar das várias referências ao caso em sites até sérios (como esse), eu ainda tenho minhas dúvidas se isso é verdadeiro. É um caso surreal demais.
Agora se eu receber um e-mail contando uma história de alguém que foi prontamente atendido pelo SAC de alguma empresa brasileira que resolveu o problema com toda a atenção e sem usar gerúndios em todo o atendimento, eu afirmarei categoricamente: É MENTIRA!!!Tweet
Uma delas é a de que o Kuat causa câncer até em ponta dupla de cabelo. Como bom cético prevenido que sou, fiz logo uma pesquisa na “internê” (Google, essa entidade constante na minha vida) para descobrir se o “causo” tinha embasamento. Logo descobri que se tratava de um saci pererê virtual.
Outro grande clássico é o e-mail solidário, aquele Criança Esperança da Internet. Sabe como é? Aquele “a cada e-mail enviado a Fulana da Silva (sempre um nome de criança bem carismático) recebe R$ 0,10 para o tratamento da sua leucemia mielóide aguda”. Já fiz também a devida pesquisa pra constatar que isso é uma grande bullshit.
O caso que gera maior polêmica é o famoso caso do carro que tem alergia a sorvete de baunilha. Não conhece esse clássico? Então você precisa conhecer: http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2840 . Apesar das várias referências ao caso em sites até sérios (como esse), eu ainda tenho minhas dúvidas se isso é verdadeiro. É um caso surreal demais.
Agora se eu receber um e-mail contando uma história de alguém que foi prontamente atendido pelo SAC de alguma empresa brasileira que resolveu o problema com toda a atenção e sem usar gerúndios em todo o atendimento, eu afirmarei categoricamente: É MENTIRA!!!Tweet
terça-feira, 6 de março de 2007
Tempos modernos (sim, eu já usei esse título)
Vocês já perceberam que novas manias e expressões surgiram com a “nova mudernidade atual” e parecem ter chegado pra ficar? Como se não bastasse termos que ficar sintonizados sobre os últimos acontecimentos no mundo, a situação do Iraque, o aquecimento global, as bolsas asiáticas, o capítulo de ontem da novela, quem saiu no paredão do Big Brother e outras informações de semelhante relevância (ironia, teu nome é Tiago) para podermos acompanhar colóquios na nossa vida, ainda temos que estar updated com as novidades tecnológicas e suas conseqüentes mudanças comportamentais.
Se você não entende quando uma pessoa diz: “Fulano me deixou um scrap dizendo que...”, sinto informar que você ficará perdido em 63,97% das conversas atuais (estatística gentilmente cedida pelo ITA – Instituto Tiago de Amenidades). Aliás, se você não possui um perfil no Orkut (cara, na boa: se você ainda não sabe o que é o Orkut se mata!), você corre o sério risco de ser excluído de qualquer interação social.
Trate também de adicionar mais um verbo na sua lista de ações dialogais com outrem (sim, outrem foi só pra mostrar que eu sou culto, baby): além de falar, conversar, dialogar e outros que o valham, passe a usar o verbo teclar. Afinal de contas, o Windows Live Messenger (pois é, MSN já é expressão ultrapassada) está aí para isso.
LER (aos desavisados: Lesão por Esforço Repetido – eu tô muito exibido hoje!) não mais se desenvolve apenas nos pulsos por digitação constante ao teclado do computador. A mais nova ameaça à saúde consiste na LER no polegar por excesso de envio de torpedos pelo celular (eu conheço gente extremamente propensa a desenvolver essa mazela).
E aquela que deve ser a mais bizarra mania do nosso tempo: digitar no ar quando se fala sobre algo que se escreveu para alguém em um scrap ou no Messenger. Rolou uma identificação? Pois é, eu também não consigo evitar de dedilhar o nada quando falo de alguma conversa no âmbito virtual para alguém. Pega o doido!!!Tweet
Se você não entende quando uma pessoa diz: “Fulano me deixou um scrap dizendo que...”, sinto informar que você ficará perdido em 63,97% das conversas atuais (estatística gentilmente cedida pelo ITA – Instituto Tiago de Amenidades). Aliás, se você não possui um perfil no Orkut (cara, na boa: se você ainda não sabe o que é o Orkut se mata!), você corre o sério risco de ser excluído de qualquer interação social.
Trate também de adicionar mais um verbo na sua lista de ações dialogais com outrem (sim, outrem foi só pra mostrar que eu sou culto, baby): além de falar, conversar, dialogar e outros que o valham, passe a usar o verbo teclar. Afinal de contas, o Windows Live Messenger (pois é, MSN já é expressão ultrapassada) está aí para isso.
LER (aos desavisados: Lesão por Esforço Repetido – eu tô muito exibido hoje!) não mais se desenvolve apenas nos pulsos por digitação constante ao teclado do computador. A mais nova ameaça à saúde consiste na LER no polegar por excesso de envio de torpedos pelo celular (eu conheço gente extremamente propensa a desenvolver essa mazela).
E aquela que deve ser a mais bizarra mania do nosso tempo: digitar no ar quando se fala sobre algo que se escreveu para alguém em um scrap ou no Messenger. Rolou uma identificação? Pois é, eu também não consigo evitar de dedilhar o nada quando falo de alguma conversa no âmbito virtual para alguém. Pega o doido!!!Tweet
sábado, 14 de agosto de 2004
Eu quero entrar na rede, promover um debate
Hoje eu finalmente percebi como a minha vida está mergulhada na internet atualmente. Mais do que nunca. Há muito que eu digo que sou adicto à internet, mas só hoje percebi que a primeira coisa que faço ao ligar o computador é entrar em blogs (meu e alheios), ler posts e comentários, principalmente agora, que ganhei novos e assíduos leitores, com novos blogs para eu ler assiduamente. Engraçado que eu via amigas minhas totalmente entregues ao mundo blogueiro, preocupadas em postar, combinando saídas com os amigos escritores virtuais. E eu não conseguia entender qual era o grande lance dessa história. Agora eu entendo. E como minha cabeça ainda funciona em ritmo acadêmico, comecei a fazer análises do porquê de as pessoas aderirem aos blogs e irem buscar novas amizades e relacionamentos no meio virtual em vez de ir procurar por isso no mundo real. E comecei teorias pseudo-acadêmicas sobre os relacionamentos nos dias de hoje. Acho que estamos tão sem tempo e os primeiros contatos que estabelecemos com pessoas novas são tão superficiais que pelo menos alguns sentem uma necessidade de se mostrar mais a fundo, tirar os véus de falsidade e banalidade que a sociedade exige em alguns momentos e conhecer mais as pessoas com quem pretendem se relacionar. Para exemplificar, quem aqui imagina conversar com alguém que mal conheceu num Mucuripe ou numa Órbita da vida sobre filhos e estabilidade do casamento (post de hoje do “Devaneios & Embriaguez”) ou sobre amigos e saudade (diversos posts meus) sem passar por um doido com um quadro de carência afetiva crônico? A internet parece proporcionar uma mostra mais profunda de quem somos sem constrangimentos. Gosta quem escreve e aprecia quem lê. E quando passamos ao conhecimento “real” da outra pessoa, o cara a cara, fica sempre um constrangimento no ar. Acredito que se trata de termos a sensação de que aquela pessoa da internet, por mais fotos que tenham sido trocadas, é uma imaterialidade sem forma, um conjunto de pensamentos e sentimentos que não possui um corpo, e, ao passar ao conhecimento físico, temos a impressão de que aquela não é a pessoa com quem conversávamos sobre tantas coisas nos comunicadores instantâneos e blogs da vida. Parece que o ao vivo é tão superficial que os assuntos relevantes ficam só pro virtual. Mas não pensem que com isso estou dizendo que ignoro o físico num relacionamento amoroso, não cheguei a esse ponto de desprendimento do material (no sentido de materialidade, não no sentido de que as pessoas sejam objetos). Se eu for me relacionar amorosamente com alguém, a pessoa, além de ter um conteúdo profundamente interessante, tem que apresentar um físico que me atraia. Não procuro perfeição, mas uma harmonia interessante.Tweet
segunda-feira, 7 de junho de 2004
Explicando isso na Sala de Justiça.
Tá parecendo que a razão de ser desse blog é explicar os porquês de eu não ter postado. Mas, dessa vez, eu não tenho culpa. Ontem a minha internet passou o dia fora do ar. Aliás, foi cômico. Tentei entrar na internet ontem lá pelas 9:30. Nada. Tudo bem, fiquei aqui, sendo lambido pela criadora. Saímos, almoçamos fora. Quando voltamos, eu tentei novamente. Nada de internet. Peguei o telefone e liguei para a Fortalnet. Pedi para passar ao suporte técnico, mas todos os ramais estavam ocupados. Então o atendente perguntou que assunto eu queria tratar e eu disse que era uma reclamação sobre internet fora do ar. O atendente perguntou se era internet predial (respondi positivamente) e qual o prédio. Quando eu disse, ele confirmou que havia um problema com um link da Embratel. Mas o engraçado mesmo (pois vocês devem estar se perguntando "onde está o cômico nessa história toda?") foi quando eu disse, meio indignado, ciente de que o atendente não tinha culpa, que já estava nisso desde cedo da manhã. Foi quando ouvi do atendente: Não, é desde ontem (preciso explicar que ele disse isso num tom que dava a entender: "não, besta, faz muito mais tempo!")! Aí eu tive vontade de rir. Eu, um consumidor revoltado, reclamando da falta de serviço, e o atendente me adiciona a informação que fazia ainda mais tempo que eles estavam sem me prestar o serviço pelo qual pago religiosamente todo mês. Ai, ai. Até agora me pergunto se foi ingenuidade ou burrice. Prefiro ficar com a ingenuidade, por um lado por preferir sempre pensar na melhor das opções e, por outro, por ter até me afeiçoado ao atendente, que, depois do episódio hilário, ainda concordou com a minha um pouco fingida revolta pela falta de internet. Fingida por eu não estar muito preocupado porque mamãe está aqui e eu sabia que mal ia ligar o computador e por eu ter até melhorado de humor depois do adendo ingênuo do meu interlocutor.Tweet
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