Digam se não faz a gente se sentir especial saber que vivemos uma época de total mudança de paradigmas? Não, não estou me referindo ao fato de um-homem-negro-de-origem-árabe ter sido eleito presidente dos Estados Unidos (coitado do Obama, não há obamamania que resista à crise), mas a coisas bem mais cotidianas e banais.
Não vou repetir questões já abordadas em outro post, como ter vivido pra ver um LP rodando na vitrola ou uma fita K7 se enrolando dentro do som (Ô ódio!). Existe uma expressão, uma pequena frase que usamos frequentemente nos nossos colóquios que só faz sentido pra nós da geração analógico/digital: caiu a ficha?
Pensem só: orelhões de ficha nem devem existir mais (se alguém ainda conhece algum, por favor compartilhe essa raridade com nossos internetespectadores). Para alguns seres emo a expressão não deve fazer o menor sentido. E aí vem a minha preocupação linguística: o que acontecerá com a expressão “cair a ficha”? Será substituída (já com atraso) por “descontar a unidade” ou “entrar o cartão”? Ou, com o advento do celular, será trocada de vez por algo do tipo “descontou o crédito”?
É, a tecnologia às vezes descomplica por um lado, mas complica tanto por outro.Tweet