- Em letras garrafais, no vidro traseiro de um Chevette: DEUS É FIÉL. Tomara que ele não seja fiel à gramática.
- Mais um prêmio ironia para o SBT: no Cine Belas Artes (frise-se novamente o “Belas Artes”) foi exibido o filme “Clube dos Pervertidos” (preciso desenhar o enredo?). É tipo fazer um programa chamado “Clássicos da Bossa Nova” e exibir um episódio sobre o “Créu”.
- Aproveitando o clima de eleições, não posso deixar de comentar: havia um candidato à prefeitura de Goiânia chamado Sandes Júnior. Fico imaginando qual seria a musiquinha do jingle de campanha dele... “Abre a porta, Mariquinha”?Tweet
Trocando idéias comigo mesmo quando o mundo deixa de fazer sentido. Ou faz sentido demais.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
!!!
Das duas, uma: ou eu sou uma das poucas criaturas com a devida preocupação quanto ao uso escorreito (tá bom, o escorreito foi só pra me mostrar) dos elementos da escrita ou eu tenho que arranjar mais o que fazer. Eu tenho uma angústia recorrente quanto ao uso exagerado do ponto de exclamação. Quando eu aprendi Português na Alfabetização com a tia Carminha (mentira, eu não tive uma professora de Português chamada Carminha – tive uma de Inglês, que, por sinal, é uma lenda no meu colégio –, mas é que Carminha é tão nome de professora de Alfabetização), me ensinaram que o ponto de exclamação serve pra dar ênfase a uma frase, pra mostrar que você está praticamente gritando aquilo. Aí eu vejo neguinho usando exclamação até pra escrever as horas e fico preocupado com o futuro do ponto final. É que a banalização do uso da exclamação chegou a tal ponto (não o de exclamação, ponto mesmo, tipo momento) que o ponto final (sim, o da pontuação) está perdendo espaço, sumindo das frases, orações e períodos (você se lembra da diferença? Chama o Pasquale). Exagero? Podem ver. Dêem uma olhada na sua página de recados do Orkut. O ponto de exclamação reina absoluto, até nas frases mais feijão-com-arroz. Como diria minha amiga Lucy, banalizou, banalizou, virou Brasil! (viram? Eu usei uma exclamação aqui para demonstrar que essa é uma frase com ênfase, uma frase cheia de indignação)
Fora que eu aprendi que só se pode usar no máximo 3 exclamações juntas. Mas neguinho, não satisfeito em colocar exclamação até em receita de bolo da vovó, ainda tasca umas 8 exclamações juntas, isso quando não precedidas de uma vogal estendida, tipo: Que sumpimpaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!! NÃO DÁ!!! (reparem no número de exclamações utilizadas: 3) Vogal estendida com excesso de exclamação é o cúmulo da miguxidade! Mas não voltemos ao tema da vogal estendida, isso já foi assunto em outro tópico. Atenhamo-nos (eita que agora até eu me assustei!) apenas ao problema da exclamação, ponto. (trocadilho escrito, sacaram? Hã? Hã?!)
Será que eu tô ficando doido de me preocupar com isso? O que pensaria Machado de Assis, se não tivesse morrido há 100 anos? Ai, meu Deus! Eu preciso de um terapeuta que atenda na Academia Brasileira de Letras!Tweet
Fora que eu aprendi que só se pode usar no máximo 3 exclamações juntas. Mas neguinho, não satisfeito em colocar exclamação até em receita de bolo da vovó, ainda tasca umas 8 exclamações juntas, isso quando não precedidas de uma vogal estendida, tipo: Que sumpimpaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!! NÃO DÁ!!! (reparem no número de exclamações utilizadas: 3) Vogal estendida com excesso de exclamação é o cúmulo da miguxidade! Mas não voltemos ao tema da vogal estendida, isso já foi assunto em outro tópico. Atenhamo-nos (eita que agora até eu me assustei!) apenas ao problema da exclamação, ponto. (trocadilho escrito, sacaram? Hã? Hã?!)
Será que eu tô ficando doido de me preocupar com isso? O que pensaria Machado de Assis, se não tivesse morrido há 100 anos? Ai, meu Deus! Eu preciso de um terapeuta que atenda na Academia Brasileira de Letras!Tweet
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Menas tolerança
Após um pequeno problema de saúde (uma infecção na garganta – cof, cof –, que já está sob controle graças a uma injeção de antibiótico. A propósito, alguém aqui já tomou uma injeção de Benzetacil? Dói, companheiros!), estou de volta às atividades. Meu lado professor Pasquale Big-Mac-é-pra-eu-comer necessita comentar dois fatos que me abalaram sobremaneira (eu já disse que adoro usar sobremaneira?) nos últimos dias. O primeiro foi a entrevista do chefe do departamento de sismologia da UnB quando daqueles pequenos tremores sentidos em alguns locais do sul do Brasil, alguém viu? Jesus amado! O homem é chefe de departamento de uma das mais conceituadas universidades brasileiras e não conseguia fazer uma concordância de número que fosse! Era um tal de plural com singular saindo pelo ladrão que me deixou em cólicas! Acho que o Jornal Hoje só exibiu a entrevista porque não teve tempo de procurar outra pessoa, só pode! Mas o outro acontecimento foi o mais preocupante! Quem mais viu Henrique Meireles, presidente do Banco Central, dizer “esteje” em meio a uma coletiva de imprensa? PAREM O MUNDO!!! Meu irmão estava comigo e viu quando eu me contorci na cama! Gente, isso é coisa que se faça com alguém que já estava enfermo? Ai, ai, ai, Meireles! Menino mau! Eu já ia dizer que ele estava andando muito com o Lula porque estava usando uma metáfora futebolística para falar de economia, mas quando ele mandou o “esteje” assim, displicentemente, como quem pergunta o preço do tomate na feira, eu tive certeza que deve estar havendo uma troca de favores: Meireles ensina economia a Lula e o presidente ensina oratória a ele. Que a gramática esteje com vocês!Tweet
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