Nada como dividir nossas loucuras com os outros para constatarmos que somos normais (ou não!). Vocês também têm vontade de atravessar uma rua movimentada quando ela está tranqüila, mesmo que já estejam na calçada em que devem estar? Eu me dei conta desse meu impulso irracional hoje, voltando pra casa por uma das ruas mais movimentadas aqui do bairro. Num raro momento de inexistência de carros passando enlouquecidos, eu quis atravessar a rua e lembrei: “Não, eu já estou do lado da calçada do meu prédio!” E não é que eu fiquei com vontade de atravessar do mesmo jeito? Criaturas, era uma sensação de “não perder a oportunidade” que quase me fez ir até a outra calçada só pra voltar depois. Ai, meu Deus! Relendo isso, até eu tô achando que sou louco! Prozac na veiaaaaaaaaaaaaaaa!!!
Continuando com os distúrbios psíquico-comportamentais, agora dei pra enlouquecer querendo descobrir quem são meus fãs novos do Orkut. Minha quantidade de fãs tem crescido nos últimos tempos e, toda vez que vejo um novo adepto à seita de adoração da minha pessoa, eu vou checar quem é o ser sem juízo que me tem como ídolo. O problema é que toda vez que olho acho que são as mesmas pessoas, não reconheço ninguém novo, e fico pirando o cabeção tentando lembrar quem não estava ali até pouco tempo atrás. Será que o alemão (Alzheimer) já me pegou (cuidado com as piadinhas porno-eróticas, hein)? Acho que é melhor eu cometer logo orkuticídio! Esse sitezinho do demo só traz complicação pra minha vida! Estressei! Lexotan na veiaaaaaaaaaaaaaaaa!!!
PS: Lucy, essa linha entre os parágrafos foi em sua homenagem! Isso aqui não é o Você Decide, mas ouve as opiniões dos internespectadores (morra - quero dizer, de novo - de inveja, Guimarães Rosa!!!)Tweet
Trocando idéias comigo mesmo quando o mundo deixa de fazer sentido. Ou faz sentido demais.
domingo, 14 de janeiro de 2007
sábado, 6 de janeiro de 2007
Alô, alô, marciano
Êêêêê!!! Primeiro post de 2007!! Spoc! Pow! Pum! (caso não tenha ficado claro, isso foram onomatopéias de fogos de artifício estourando) Acho que ficou faltando uma coisa no post passado: seja menos preguiçoso, escreva com mais freqüência um post novo. Mas deixemos as auto-recriminações de lado e passemos ao assunto de hoje. Fui ao Manaíra Shopping aqui em João Pessoa para assistir a “O amor não tira férias” com minha mãe, minha irmã e minha avó (minha porção Rubens Ewald Filho deve falar sobre o filme dentro em breve). Lá encontrei a já tradicional pista de patinação no gelo do centro comercial. Todo ano ela está lá na época de natal. E não é influência do quadro Dança no Gelo do Faustão (graças a Deus), o negócio vem de longe. E qual não foi minha surpresa (na verdade, eu dei uma gargalhada) quando vi um aviso em uma das laterais da pista: evite falar ao celular enquanto patina. Eu fiquei rindo e pensando: “Será que é realmente necessário colocar um aviso desses? As pessoas não têm o bom senso de fazer isso por conta própria?” Sim, pois, convenhamos, é um tanto ridículo a pessoa ficar patinando no gelo e falando ao celular. Foi então que lembrei que apelar para o bom senso das pessoas é um negócio arriscado. Ainda mais em se tratando de questões relacionadas ao celular. Sou só eu ou mais alguém acha doentia a relação que muitas pessoas estabelecem com seus aparelhinhos telefônicos móveis? E não estou falando de grandes empresários que dormem com seu Blackberry embaixo do travesseiro, esperando aquele e-mail da fábrica da China para saber se a repimboca da parafuseta vai chegar no prazo para aquele cliente do Canadá. Falo de pessoas comuns, que possuem uma necessidade normal do celular. Parece que não se consegue viver mais sem celular. Pessoas, a gente vivia muito bem sem eles até alguns anos atrás! Sim, concordo que eles são um grande avanço e uma mão na roda, mas não vamos transformar um acessório em item essencial de vida! Para continuar no tema, ia eu no ônibus do metrô em direção à praia de Ipanema e ouvi a conversa de duas mulheres sentadas. O assunto: o presente de natal das crianças. Então uma delas falou que Fulaninho queria um celular com câmera, mas eles (ela + marido) já o haviam dado no dia das crianças. É o seguinte: pro bem dos meus filhos, é melhor que eu não os tenha! Do contrário, eles serão aquelas crianças execradas e deslocadas, praticamente marcianas, únicas com noção e bom senso em meio a pirralhos mimados e sem idéia do que seja necessidade e valor. Pela hóstia consagrada, pra que um pirralho precisa de um celular com câmera? Para tirar fotos dos “miguxos” no colégio? Se até hoje eu não vejo necessidade em ter um celular com câmera, pra que um fedelho precisa, se não para estar na moda e ter um celular de última geração também? E assim as crianças crescem com concepções distorcidas sobre o valor e a necessidade de bens materiais, tornando-se consumistas vorazes para tapar o buraco nas suas vidas de coisas que realmente importam, como amizades e relações interpessoais significativas (olha eu de novo puxando brasa pra minha monografia). Esse é o meu problema: querer criar filhos conscientes e mentalmente saudáveis.Tweet
domingo, 31 de dezembro de 2006
Renove o ano novo
Inove. Faça um novo corte de cabelo. Troque de lugar aquele velho espelho. Mude a cor do esmalte. Se não der, chute o balde. Viaje mais, nem que seja para a cidade vizinha. Beije mais a sua mãe (eu já estou beijando a minha). Uma vez por semana, deixe o relógio de lado. Com a mesma freqüência, saia com os amigos e largue um pouco o namorado. Leia um livro na varanda, dentro de uma rede. Beba mais água quando sentir sede. Prove um sabor diferente de sorvete. Deixe de varrer a poeira pra debaixo do tapete. Tente, com todos ao seu redor, ser mais paciente. Aprecie sua saúde sem estar doente. Mude o caminho pro trabalho. Chame os amigos só pra jogar baralho. Renove. Compre roupas novas, de cores diferentes. Passe a escovar mais os dentes. Mude os móveis de lugar. Escolha um novo restaurante para jantar. Doe suas coisas velhas para alguém que precisa. Refaça aqueles planos de conhecer a Torre de Pisa. Em nome da sua saúde e da dos outros, pare de fumar. Se não fuma, incentive alguém a parar. Esteja aberto para novos amigos. Mas nunca abandone os antigos. Reprove. Não permita que um pobre infeliz estrague seu dia. Resista ao mau humor de encarar o mundo sem nenhuma alegria. Lute contra a velha inimiga da boa forma: a preguiça. Esqueça de vez inveja, mesquinhez, ódio, rancor e cobiça. Converse com quem fez algo que lhe desagradou. Mas não perca a razão ao sair brigando por algo de que você não gostou. Aprove. Diga aos outros que você os admira por algo que fizeram. Mande um presente, mesmo que bobo, mas de coração àqueles que tanto lhe deram. Comprove. Tente novamente aquilo que lhe mete medo. Mostre que você sabe guardar um segredo. Reveja os filmes que lhe fazem feliz. Confirme que você não precisa de uma plástica de nariz. Faça uma loucura para alguém que você ama. Tire a prova de que você é bom de cama.
Se tudo isso não garantir um bom ano novo, refaça. Afinal de contas, não há mudança de calendário que traga felicidade de graça.
Feliz 2007.Tweet
Se tudo isso não garantir um bom ano novo, refaça. Afinal de contas, não há mudança de calendário que traga felicidade de graça.
Feliz 2007.Tweet
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
25 de dezembro, de fevereiro, de agosto...
Feliz Natal aos que dão bom dia ao vizinho. Feliz Natal aos que não buzinam desnecessariamente no trânsito. Feliz Natal aos que não dão esmola a crianças na rua, mas se sentem mal por não fazerem nada além. Feliz Natal aos que não jogam lixo na rua. Feliz Natal aos que se preocupam em não obstruir os corredores do supermercado com seu carrinho de compras. Feliz Natal aos que cedem seu lugar no ônibus ou no metrô a quem necessita mais. Feliz Natal aos que fecham a torneira enquanto escovam os dentes. Feliz Natal aos que sabem agradecer o que os outros fazem por eles, mesmo que seja algo pequeno. Feliz Natal aos que sabem pedir perdão. E aos que sabem perdoar. Feliz Natal aos que sabem apreciar os momentos de pequena e cotidiana felicidade. Feliz Natal aos que acordam abertos ao mundo. Feliz Natal aos que conseguem admirar a beleza de um pôr-do-sol qualquer. Feliz Natal aos que sabem amar sem pedir muito em troca. Feliz Natal aos que tentam superar os obstáculos das obrigações e distâncias para manter vivas amizades tão importantes e próximas de outrora. Feliz Natal aos que valorizam um fim de semana de chuva jogando baralho com os amigos. Feliz Natal aos que entendem que o melhor de ganhar um presente é saber que quem o comprou pensou neles. Feliz Natal aos que conseguem amar o ser humano, por mais falho e confuso que ele seja. Feliz Natal aos que alcançam a verdadeira importância do Natal, que é, justamente, espalhar bons desejos entre aqueles de quem se gosta.
E aos que não fazem nada disso, um Natal mais feliz ainda, pois são esses que precisam de uma dose extra de felicidade para descobrir que ela está mais próxima do que se imagina e que ser feliz é uma forma de encarar o mundo que se constrói dia a dia.Tweet
E aos que não fazem nada disso, um Natal mais feliz ainda, pois são esses que precisam de uma dose extra de felicidade para descobrir que ela está mais próxima do que se imagina e que ser feliz é uma forma de encarar o mundo que se constrói dia a dia.Tweet
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Menas tolerança
Após um pequeno problema de saúde (uma infecção na garganta – cof, cof –, que já está sob controle graças a uma injeção de antibiótico. A propósito, alguém aqui já tomou uma injeção de Benzetacil? Dói, companheiros!), estou de volta às atividades. Meu lado professor Pasquale Big-Mac-é-pra-eu-comer necessita comentar dois fatos que me abalaram sobremaneira (eu já disse que adoro usar sobremaneira?) nos últimos dias. O primeiro foi a entrevista do chefe do departamento de sismologia da UnB quando daqueles pequenos tremores sentidos em alguns locais do sul do Brasil, alguém viu? Jesus amado! O homem é chefe de departamento de uma das mais conceituadas universidades brasileiras e não conseguia fazer uma concordância de número que fosse! Era um tal de plural com singular saindo pelo ladrão que me deixou em cólicas! Acho que o Jornal Hoje só exibiu a entrevista porque não teve tempo de procurar outra pessoa, só pode! Mas o outro acontecimento foi o mais preocupante! Quem mais viu Henrique Meireles, presidente do Banco Central, dizer “esteje” em meio a uma coletiva de imprensa? PAREM O MUNDO!!! Meu irmão estava comigo e viu quando eu me contorci na cama! Gente, isso é coisa que se faça com alguém que já estava enfermo? Ai, ai, ai, Meireles! Menino mau! Eu já ia dizer que ele estava andando muito com o Lula porque estava usando uma metáfora futebolística para falar de economia, mas quando ele mandou o “esteje” assim, displicentemente, como quem pergunta o preço do tomate na feira, eu tive certeza que deve estar havendo uma troca de favores: Meireles ensina economia a Lula e o presidente ensina oratória a ele. Que a gramática esteje com vocês!Tweet
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