Para a alegria de intelectuais, pseudo-intelectuais (novas regras gramaticais, há ou não há hífen aqui?), programas das Sônias Abrão da vida e as burras de dinheiro da Globo, hoje começa um novo Big Brother Brasil (BBB para os íntimos e para pessoas que A-DO-RAM – porque separar as sílabas das palavras em caixa-alta acrescenta toda uma dramaticidade ao texto – a praticidade das siglas).
Como assim para a alegria de intelectuais e pseudo-intelectuais (sim, a dúvida permanece)? Essas pessoas não deveriam odiar o BBB? Sim, justamente por isso. Existe coisa mais fácil do que falar mal do BBB para se mostrar um intelectual? Claro que a satisfação é mais completa para os pseudos, pois intelectual de verdade nem perde seu tempo comentando assuntos tão frívolos.
Mas é fato que neguinho enche a boca para dizer que “odeia o BBB” e proferir insultos do tipo “imundície televisiva” e “estupidez humana”. Não estou aqui pra defender a validade cultural do BBB. Aliás, se fôssemos analisar a validade cultural de todos os programas da TV aberta... Corre, Gugu! Corre! O problema é que me soa tão repetitivo e mesquinho ficar implicando com o programa. Tá, não é um programa da BBC de Londres. Mas realmente é insulto tão grande à inteligência humana? Sinto muito, mas a Donatela se passando por fantasma para endoidar a Flora me soa muito mais como “você é um idiota de assistir isso” do que ver as incongruências e mudanças de atitude do ser humano por causa do dinheiro.
Já assisti várias edições do BBB, não suportei algumas e acompanhei alguns episódios de outras quando meus seriados favoritos estavam na entressafra. Confesso que a curiosidade em saber quais são, afinal, os valores que o brasileiro admira e valoriza que dão a alguém o merecimento para ganhar R$ 1 milhão (porque até hoje eu tento entender o que diabos aquela porta daquele Bambam fez pra ganhar o dele) ainda me cutuca para ver pelo menos algumas partes do programa. Mas se você não consegue ver essa nuance sociológica no BBB, tudo bem. Só não vem arrotar insultos repetidos no meu pé do ouvido pra se passar pelo novo Arnaldo Jabor. Se o BBB não acrescenta nada, pelo menos ele passa à noite. E o que dizer das Sônias Abrão e Márcias Goldschimit da vida, que estão no ar à tarde, na hora em que nossas esponjas intelectuais recém-saídas das fraldas estão em casa vendo TV? Acho que é uma questão de saber dar a real medida dos seus inimigos. Pick your battles.
* Tema vergonhosamente copiado do Saco de filó. E quero deixar claro que é super legítimo não gostar do BBB e falar mal dele, mas, por favor, só o faça por convicção, e não para parecer culto e interessante.Tweet
Trocando idéias comigo mesmo quando o mundo deixa de fazer sentido. Ou faz sentido demais.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Pagou e não comeu
Ainda bem que eu não assino cheque há um bom tempo, porque eu fui preencher a data deste post no meu arquivo pessoal individual da minha pessoa particular e quase tasquei um 08 no final.
Eu não queria dar nome aos bois do post anterior, mas eu sou tipo forçado, algo quase arma na cabeça. Eu não agüento (opa! Mataram o trema!) – não aguento (desiste, corretor ortográfico do Word!) mais a propaganda da Net com o surfista e o atendente gritando “uhuuuuu” até a gente querer dar um tiro na TV. Precisa ficar claro que o “uhuuuu” é algo a ser utilizado com muita parcimônia, ou seja, em edições do Big Brother e já está de bom tamanho. E a desgraçada da propaganda passa em todo (sem exagero, TODO) comercial da TV fechada.
Essa eu vi na saída de João Pessoa, indo ao aeroporto. Um outdoor de um motel onde se lia: “Almoço ou jantar e INTERNET grátis”. Almoço ou jantar eu entendo, pois faz bem bater um rango depois de muito rendez-vous, mas alguém me explica pra que se usa Internet num quarto de motel? Se for pra ver filme de sacanagem na rede... bom, então você não entende muito bem o conceito de motel.Tweet
Eu não queria dar nome aos bois do post anterior, mas eu sou tipo forçado, algo quase arma na cabeça. Eu não agüento (opa! Mataram o trema!) – não aguento (desiste, corretor ortográfico do Word!) mais a propaganda da Net com o surfista e o atendente gritando “uhuuuuu” até a gente querer dar um tiro na TV. Precisa ficar claro que o “uhuuuu” é algo a ser utilizado com muita parcimônia, ou seja, em edições do Big Brother e já está de bom tamanho. E a desgraçada da propaganda passa em todo (sem exagero, TODO) comercial da TV fechada.
Essa eu vi na saída de João Pessoa, indo ao aeroporto. Um outdoor de um motel onde se lia: “Almoço ou jantar e INTERNET grátis”. Almoço ou jantar eu entendo, pois faz bem bater um rango depois de muito rendez-vous, mas alguém me explica pra que se usa Internet num quarto de motel? Se for pra ver filme de sacanagem na rede... bom, então você não entende muito bem o conceito de motel.Tweet
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
O que há de novo?
(Olhando pro lado e fingindo que eu não passei semanas sem postar nada)
Êêêêê!!! Ano novo! Spac! Pof! Pum! (onomatopéia de fogos estourando – ano novo, piada velha) Ondas puladas, caroços de uva e de romã guardados nos devidos lugares (não sei se é na calcinha, no sutiã ou em algum outro local que o horário não permita menção), roupas brancas cheias de bebida derramada na máquina de lavar (não? Foi só a minha?), comecemos as observações do ano.
Vocês não acham que os publicitários deveriam fazer um acordo e mudar todas as propagandas no ano novo? Você começa um ano zero quilômetro e já vê as mesmas propagandas que via no ano passado. Não parece que nada mudou?Tweet
Êêêêê!!! Ano novo! Spac! Pof! Pum! (onomatopéia de fogos estourando – ano novo, piada velha) Ondas puladas, caroços de uva e de romã guardados nos devidos lugares (não sei se é na calcinha, no sutiã ou em algum outro local que o horário não permita menção), roupas brancas cheias de bebida derramada na máquina de lavar (não? Foi só a minha?), comecemos as observações do ano.
Vocês não acham que os publicitários deveriam fazer um acordo e mudar todas as propagandas no ano novo? Você começa um ano zero quilômetro e já vê as mesmas propagandas que via no ano passado. Não parece que nada mudou?Tweet
domingo, 14 de dezembro de 2008
Então é natal...
É tão bonita essa época, né? Fim de ano, luzes, decoração natalina. E a árvore da lagoa Rodrigo de Freitas? Já virou um cartão-postal do Rio. Iluminação belíssima, milhares e milhares de lâmpadas que se acendem e apagam formando desenhos diversos. Lindo, né?
Lindo porque não é você que precisa passar de carro pela lagoa no fim de semana! Jesus amado! Não dá, não dá, impossível! Ontem eu precisei fazer um movimento de rotação ao redor da Terra para fugir do engarrafamento na lagoa.
Alguém precisa avisar a Bradesco Seguros e Previdência desse anti-marketing: eu nunca vou fazer um seguro com eles só por causa da árvore da lagoa.Tweet
Lindo porque não é você que precisa passar de carro pela lagoa no fim de semana! Jesus amado! Não dá, não dá, impossível! Ontem eu precisei fazer um movimento de rotação ao redor da Terra para fugir do engarrafamento na lagoa.
Alguém precisa avisar a Bradesco Seguros e Previdência desse anti-marketing: eu nunca vou fazer um seguro com eles só por causa da árvore da lagoa.Tweet
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Bumerangue
Com a proximidade das festas de fim de ano, algumas chatices recorrentes se avizinham. Obviamente a pior de todas é a trilha sonora de Lojas Americanas e afins que não muda nunca: Simone cantando “Então é natal”. Garota de programa que teve um menino! Não dá pra mudar um pouquinho? Eu aposto quanto você quiser que nem a Simone escuta mais essa música nem amarrada. Eu digo mais: aposto que ela proibiu juntar as palavras “Então”, “é” e “natal” na mesma frase perto dela. Se ela não proibiu, eu vou proibir.
Falando em festividades, também vai se aproximando o carnaval (isquindô, isquindô) e mais uma piadinha recorrente: sempre tem aquele amigo babaca que gosta de brincar com quem diz que vai ver o desfile das escolas de samba e solta “Vai ver a Mangueira entrar, né?”. Originalidade zero, hein?
E aquela propaganda da Citroen (creio eu)? “Primeira parcela para primeiro de abril. Não é mentira, não!” É, bem que a piadinha poderia ser mentira, né?
É melhor eu nem começar a falar sobre as reportagens repetitivas que se repetem repetidamente nessa época, tipo aquela sobre os empregos temporários de fim de ano. É, a vida é um ciclo.Tweet
Falando em festividades, também vai se aproximando o carnaval (isquindô, isquindô) e mais uma piadinha recorrente: sempre tem aquele amigo babaca que gosta de brincar com quem diz que vai ver o desfile das escolas de samba e solta “Vai ver a Mangueira entrar, né?”. Originalidade zero, hein?
E aquela propaganda da Citroen (creio eu)? “Primeira parcela para primeiro de abril. Não é mentira, não!” É, bem que a piadinha poderia ser mentira, né?
É melhor eu nem começar a falar sobre as reportagens repetitivas que se repetem repetidamente nessa época, tipo aquela sobre os empregos temporários de fim de ano. É, a vida é um ciclo.Tweet
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