segunda-feira, 23 de abril de 2007

SOM!!! VI-TRO-LA!!!

Aproveitando que hoje é feriado no Rio de Janeiro (dia de São Alguma Coisa – vem cá, alguém pode me explicar como o Brasil é um Estado laico se os dias dos santos padroeiros do país, dos estados e dos municípios são feriados?), estou eu aqui. Mas isso não quer dizer falta do que fazer, pois já preparei a segunda máquina de roupa para lavar (roupas vermelhas, essas esnobes que não se misturam), tenho pilhas de louça para lavar, fui ao supermercado e ainda tenho que dar um jeito no quarto, que tá meio bagunçado (Amélio que era homem de verdade...).

Lamentações à parte, vim dividir com vocês uma preocupação que tem me afligido sobremaneira (eu já disse que adoro escrever “sobremaneira”, não disse?): o que será do mundo quando os iPods tomarem de conta total? Quer dizer, os iPods e os nãoPods (o mp3 player de pobre, coisa de quem não pode – sacaram? Hã? Hã??). É um tal de gente com os fones de ouvidos no metrô, no ônibus, na academia, dentro dos shopping centers. E quando todo mundo tiver o seu, como será? E quando você precisar falar com a pessoa ao seu lado (sim, pois eu tenho fé que a comunicação humana não há de se extinguir)? Prevejo um futuro sombrio, com pessoas vítimas de inflamações constantes na garganta de ter que gritar com qualquer transeunte para se fazer ouvir. Ou então a tecnologia vai completar o serviço e os iPods do futuro virão com letreiros eletrônicos, tipo aqueles de casa lotérica, para pendurarmos no pescoço e digitarmos nossas singelas palavras. Abre o olho, Microsoft, que isso é uma oportunidade de negócio: o People-who-don’t-want-to-talk-to-people Live Messenger!

Ontem, andando pelas calçadas aqui da rua, eu passei por uma velhinha que estava cantarolando: “Sílvio Santos vem aí, lá-lá lá-lá-lá-lá!!” Mais uma cliente do Baú da Felicidade satisfeita!!

terça-feira, 17 de abril de 2007

SAP, SEX, BBB ETC.

Graças a Deus e à tecnologia eu posso assistir a um bom filme na TV aberta com som original e legendas. Vivam o SAP e o closed caption!! Falem o que quiserem da Globo, que ela manipula, que ele é um grande império midiático do mal que planeja dominar o mundo, que nos faz ter que engolir 14 ex-BBBs todo ano (existe coisa mais chata, irritante e inútil do que “ex-BBB”?)*, mas uma coisa vocês têm que reconhecer: pelo menos ela disponibiliza som original e closed captions para todos os seus filmes, até mesmo aqueles da Sessão da Tarde. Caso você já tenha decorado todas as falas de “Quero ser grande” em português é apertar essas duas teclas do seu controle remoto e voilá: você pode decorá-las em inglês, na voz do próprio Tom Hanks, bem antes de ele ter um caso homo-afetivo com uma bola de vôlei chamada Wilson.

Foi isto que fiz na minha noite de sábado, assisti a Kill Bill em inglês e com legendas em pleno Supercine. Ninguém merece ver essa obra-prima do cinema (o quê?! Você nunca viu Kill Bill?! Herege!!!) com aquela voz de dublador de desenho animado (“Santa amargura, Batman!”).

Acabou de passar no Jornal Hoje uma matéria sobre uma pesquisa sexual que revelou que os brasileiros são o segundo povo mais sexualmente ativo do mundo (145 relações por ano... peraí que eu tô fazendo as contas...) seguida por uma matéria sobre... a visita do Papa ao Brasil! Eu teria colocado uma materiazinha mais neutra entre as duas.

* Em tempo: sou só eu ou mais alguém não suporta mais o povo tentando nos empurrar o Alemão goela abaixo? Hooker that gave birth! Juro que se eu vir mais uma capa de Ana Maria, Ana Patrícia, Ana Carla, Ana Adagoberta ou qualquer outra dessas revistas de R$ 1,99 falando do “amor platônico de Íris e Alemão” eu vou tocar fogo na banca! Aaaaaaaaaaahhh!!! Eu tô pissuído!!!

terça-feira, 6 de março de 2007

Tempos modernos (sim, eu já usei esse título)

Vocês já perceberam que novas manias e expressões surgiram com a “nova mudernidade atual” e parecem ter chegado pra ficar? Como se não bastasse termos que ficar sintonizados sobre os últimos acontecimentos no mundo, a situação do Iraque, o aquecimento global, as bolsas asiáticas, o capítulo de ontem da novela, quem saiu no paredão do Big Brother e outras informações de semelhante relevância (ironia, teu nome é Tiago) para podermos acompanhar colóquios na nossa vida, ainda temos que estar updated com as novidades tecnológicas e suas conseqüentes mudanças comportamentais.

Se você não entende quando uma pessoa diz: “Fulano me deixou um scrap dizendo que...”, sinto informar que você ficará perdido em 63,97% das conversas atuais (estatística gentilmente cedida pelo ITA – Instituto Tiago de Amenidades). Aliás, se você não possui um perfil no Orkut (cara, na boa: se você ainda não sabe o que é o Orkut se mata!), você corre o sério risco de ser excluído de qualquer interação social.

Trate também de adicionar mais um verbo na sua lista de ações dialogais com outrem (sim, outrem foi só pra mostrar que eu sou culto, baby): além de falar, conversar, dialogar e outros que o valham, passe a usar o verbo teclar. Afinal de contas, o Windows Live Messenger (pois é, MSN já é expressão ultrapassada) está aí para isso.

LER (aos desavisados: Lesão por Esforço Repetido – eu tô muito exibido hoje!) não mais se desenvolve apenas nos pulsos por digitação constante ao teclado do computador. A mais nova ameaça à saúde consiste na LER no polegar por excesso de envio de torpedos pelo celular (eu conheço gente extremamente propensa a desenvolver essa mazela).

E aquela que deve ser a mais bizarra mania do nosso tempo: digitar no ar quando se fala sobre algo que se escreveu para alguém em um scrap ou no Messenger. Rolou uma identificação? Pois é, eu também não consigo evitar de dedilhar o nada quando falo de alguma conversa no âmbito virtual para alguém. Pega o doido!!!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

O meu é maior que o seu

Inspirado pelo último post do Flows Inc., decidi dissertar sobre o movimento feminista e os enfretamentos entre os sexos atuais (não são os sexos que são atuais, os enfrentamentos que o são, os sexos são os mesmos desde que o mundo é mundo, a não ser que se considerem os transsexuais um novo gênero sexual – foco, Tiago, foco!). O mundo é machista? Sim! O mundo sempre foi machista? Sim, e pior do que é hoje! O feminismo trouxe mudanças? Sim! Ele trouxe melhorias? Sim! Mas também trouxe alguns comportamentos psicóticos e contraproducentes. Acho mais do que válido a mulher lutar por seu espaço no mercado de trabalho, pelo reconhecimento profissional, pela divisão igualitária das tarefas domésticas... e pronto! O problema do feminismo é que ele se transformou no exato oposto do machismo, uma ideologia de sobrevalorização da mulher frente ao homem. Igualdade entre os sexos jamais haverá! Homens e mulheres são diferentes e algumas dessas diferenças são saudáveis e necessárias. E esse papo de feminista radical de que “mulher não precisa de homem para ser feliz” é passar atestado de encruada. Quem não quer um companheiro para trazer aquele chazinho num domingo chuvoso aos 80 anos? Quem não precisa de alguém para comentar a droga do capítulo da novela de hoje? Ou quem não precisa de alguém, simplesmente, to have sex (não existem certas expressões muito melhores no inglês que não têm equivalente em português? Transar ficaria pesado aqui, ter sexo não rola e fazer sexo é triste – foco de novo, Tiago!)? Chega de baboseira! Mulheres precisam de homens, assim como homens precisam de mulheres (ou mulheres podem precisar de mulheres e homens podem precisar de homens). Acho que a grande conquista do feminismo foi acabar com os estereótipos de mulher dona-de-casa e homem provedor. O que não podemos é substituí-los por novos estereótipos, como o da mulher independente, bem-sucedida, deslumbrante, que não balança em cima de um salto agulha e não precisa de homem. Acho difícil ver uma dessas super-mulheres comemorando bodas de prata com aquele vibrador sensacional importado da Alemanha que é super fiel a ela. Na ânsia de sair debaixo da opressão machista, o feminismo acabou levando as mulheres à mais infantil e boba competição masculina: uma competição para medir quem tem o maior pênis, sendo o pênis feminino construído com todas as conquistas que as ditas mulheres independentes exigem de si mesmas e das outras.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Por que a galinha atravessou a rua?

Nada como dividir nossas loucuras com os outros para constatarmos que somos normais (ou não!). Vocês também têm vontade de atravessar uma rua movimentada quando ela está tranqüila, mesmo que já estejam na calçada em que devem estar? Eu me dei conta desse meu impulso irracional hoje, voltando pra casa por uma das ruas mais movimentadas aqui do bairro. Num raro momento de inexistência de carros passando enlouquecidos, eu quis atravessar a rua e lembrei: “Não, eu já estou do lado da calçada do meu prédio!” E não é que eu fiquei com vontade de atravessar do mesmo jeito? Criaturas, era uma sensação de “não perder a oportunidade” que quase me fez ir até a outra calçada só pra voltar depois. Ai, meu Deus! Relendo isso, até eu tô achando que sou louco! Prozac na veiaaaaaaaaaaaaaaa!!!

Continuando com os distúrbios psíquico-comportamentais, agora dei pra enlouquecer querendo descobrir quem são meus fãs novos do Orkut. Minha quantidade de fãs tem crescido nos últimos tempos e, toda vez que vejo um novo adepto à seita de adoração da minha pessoa, eu vou checar quem é o ser sem juízo que me tem como ídolo. O problema é que toda vez que olho acho que são as mesmas pessoas, não reconheço ninguém novo, e fico pirando o cabeção tentando lembrar quem não estava ali até pouco tempo atrás. Será que o alemão (Alzheimer) já me pegou (cuidado com as piadinhas porno-eróticas, hein)? Acho que é melhor eu cometer logo orkuticídio! Esse sitezinho do demo só traz complicação pra minha vida! Estressei! Lexotan na veiaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

PS: Lucy, essa linha entre os parágrafos foi em sua homenagem! Isso aqui não é o Você Decide, mas ouve as opiniões dos internespectadores (morra - quero dizer, de novo - de inveja, Guimarães Rosa!!!)