O dia foi cansativo. Metrô, aula pela manhã, aula à tarde, ônibus. 10 horas fora de casa. Mas há algo que eu não me canso de fazer neste dia, todos os anos. Aliás, são várias coisas: dar parabéns, elogiar, agradecer, comemorar, celebrar, festejar. Não há dia que eu ache mais digno de comemoração do que este, nem mesmo o dia do meu aniversário. Se não fosse por este dia, eu não teria nascido, logo não teria aniversário para comemorar. Se não fosse por este dia, eu não seria quem sou hoje, não teria os valores que tenho, não pensaria como penso, não encararia a vida como encaro, não veria as pessoas como vejo, e, aí, não sei se eu teria muito o que comemorar no meu aniversário. Se não fosse por este dia o mundo seria um lugar bem diferente de se viver, e isso não é exagero. Eu realmente acredito que há pessoas que são tão únicas e especiais que fariam uma falta incrível se não existissem. Sua ausência criaria todo um desequilíbrio nas forças e energias que compõem este mundo de forma impressionante. Há, sim, pessoas que fazem a diferença. Pessoas que podem até não fazer parte da história da humanidade, mas que são parte fundamental da história das pessoas que convivem com elas. Pessoas que não são capazes de, sozinhas, mudar todo mundo, mas podem mudar o mundo e as pessoas ao seu redor, dando início a uma mudança muito maior. Enfim, há pessoas iluminadas. Não falo de luz visível, mas de luz que se sente, que se absorve. Luz que sentimos com o coração, com a alma. Luz que não brilha, mas que nos aquece por dentro. E foi neste dia que nasceu uma pessoa assim, iluminada, que me preenche, que me completa, que me fez. Hoje é o aniversário da minha mãe. Que a infinita luz que ela irradia sem ver todos os dias volte, uma fração que seja, para si mesma hoje e sempre, pois uma minúscula parte do que ela transmite já é bálsamo para qualquer mortal que não tem a capacidade de ser alguém tão formidavelmente especial como ela é.
Beijos do filho que te ama mais do que a si mesmo.Tweet
Trocando idéias comigo mesmo quando o mundo deixa de fazer sentido. Ou faz sentido demais.
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
terça-feira, 16 de agosto de 2005
Desperdício de talentos
Eu vi ontem no Jornal Hoje que uma ponte foi interditada no interior do Paraná. Ela ameaça cair por falta de manutenção. As imagens do estado da ponte comprovavam, até para mim, que sou leigo em assuntos de engenharia, que ela estava para cair a qualquer momento. Mais uma. Notícia de ponte caindo ou sendo interditada a ponto de cair está, infelizmente, virando rotina no Brasil. Acho que os governantes que não querem “perder seu tempo” com manutenções “engenherísticas” (como no caso dessa ponte no Paraná, em que os governos estadual e federal estão brigando para não assumir a responsabilidade pela rodovia) poderiam passar a incumbência para aqueles ladrões do Banco Central da minha terra (Fortaleza). Os caras fizeram um senhor túnel, com iluminação, água e até ar-condicionado, sem fazer barulho audível pela vizinhança, atravessaram uma avenida movimentadíssima do centro da cidade, quebraram o chão do cofre do Banco Central, que era composto por centímetros de concreto e malha de aço, e deram no pé com 3,5 toneladas de dinheiro sem ninguém ver. E o pessoal não consegue dar conta da manutenção de uma pontezinha minúscula (porém necessária) no interior do Paraná. É bom alguém tomar uma providência, pois, se continuar assim, nós não vamos nem poder cuspir uma ordem um tanto pueril em momentos de raiva e destempero sem ouvir uma piadinha de resposta. Já pensaram? Você vira para alguém, no auge da sua cólera infantil, e grita: “Ah, vai pra ponte que partiu!”, e a pessoa pergunta: “Qual delas?”.Tweet
terça-feira, 2 de agosto de 2005
O bem vence o mal
Eba!!! Camila já está no hospital!!! Calma! Pra quem se perdeu, eu estou me referindo à novela “Laços de Família”. Eu sou viciado nessa novela. Aliás, foi a última que Manoel Carlos escreveu que se salva. Mas vocês devem estar se perguntando por que estou tão feliz por a pobre da moça estar hospitalizada. É que está cada vez mais perto de uma das cenas que mais aguardo na novela: a surra que a Helena vai dar na Íris. Não, eu não sou adepto da violência, quem me conhece bem sabe. Mas essa cena representa toda uma catarse para mim. Íris é uma personagem da novela que representa o mal, na minha opinião. E o que é fantástico nas novelas do Manoel Carlos é que não é um mal estereotipado, tipo a bruxa da Branca de Neve. É o mal cotidiano, o mal que encontramos em pessoas desprezíveis no nosso dia-a-dia. Ela é egoísta, mimada, implicante, cínica, arrogante. E vê-la recebendo o castigo tão merecido é meio que ver o mal levar o seu. Em tempos nos quais Osama Bin Laden comete atrocidades e é endeusado e seguido como um herói, George W. Bush inicia uma guerra sob falsos argumentos, mata milhares de inocentes e é reeleito, uma garota que planejou a morte dos próprios pais é solta, políticos que cometem as maiores atrocidades com o dinheiro público continuam saracoteando por aí, é bom ver, pelo menos na ficção, que o mal tem o dia de pagar suas contas.Tweet
sábado, 30 de julho de 2005
Bizarrices do Orkut
A gente vê cada coisa nesta vida! Vocês crêem que o Marcos Valério Fernandes de Souza me adicionou no Orkut? Sim, aquele mesmo, do mensalão, dos empréstimos ao PT, enfim, de todas as falcatruas que estão aparecendo diariamente nos meios de comunicação. Claro que eu não acredito ser o próprio, o verdadeiro. Mas o que me impressiona é justamente o fato de uma criatura de Deus gastar seu tempo para criar um perfil completo no Orkut, com descrição pessoal, comunidades e amigos, se passando pelo carequinha mais famoso das CPI’s. Fora o fato de o cristão ter achado e adicionado justo a mim! E agora vem o mais ridículo e, ao mesmo tempo, mais perturbador: eu nem aceitei nem neguei o pedido dele de ser meu amigo! Não é que eu tenha medo de ser incriminado e aparecer na TV Senado dando depoimento (se bem que seria um sucesso, já pensaram? Eu, em rede nacional!!!). A grande questão é o que fazer com uma criatura dessa: aceitá-la como amigo e tê-la na minha lista de amizades para todo mundo ver ou renegá-la e adquirir um louco em potencial (ou, no mínimo, um desocupado, que, para louco, falta pouco) como inimigo?Tweet
quarta-feira, 20 de julho de 2005
Aos amigos
Quem costuma visitar o “Enquanto isso, na Sala de Justiça” já viu que eu falo muito de amizade. Falo porque acredito, porque aprecio, porque valorizo. Amizade, daquelas verdadeiras mesmo, até porque não existe amizade falsa, é algo difícil de achar e difícil de manter também. A gente costuma achar que, uma vez conquistada a amizade, sua manutenção não exige nenhum esforço. Seria algo como comprar um carro que não quebra nunca: você gasta na compra, mas não precisa desembolsar um tostão na manutenção. Como todos nós sabemos, não existe tal carro. E não existe tal amizade também.
Há poucos dias eu li no blog da minha amiga Carolina um post sobre a falta que um amigo faz não nos momentos de aflição e angústia, mas nos momentos alegres mesmo. E é a mais pura verdade. Engraçado como eu já tinha essa noção, mas não havia resumido em uma sentença. Nós, geralmente, temos a concepção de amigo como aquela pessoa que está ali para nos apoiar, para nos ajudar num momento de necessidade, como se isso fosse o máximo de nobreza humana a que um amigo pode chegar. Não é! Isso é o mínimo! Quem não se dispõe a ajudar o outro numa hora de necessidade não pode pensar em se intitular amigo. Amizade é aquela que nos faz desejar estar sempre perto da pessoa, vê-la freqüentemente, falar com ela, nem que seja por e-mail, por telefone ou mesmo por uma mensagem gravada na secretária eletrônica. Eu já senti muita falta de amigos nos momentos alegres da minha vida. Isso me faz lembrar de uma propaganda que vi na TV há muitos anos e eu nunca esqueci. Uma amiga vai procurar a outra no seu trabalho no meio do dia, transtornada, angustiada. A amiga deixa o trabalho e vai conversar com sua colega em um parque. Essa conta seu problema, chora no ombro da amiga, que lhe aconselha carinhosamente. Passados alguns dias, a amiga volta ao trabalho da outra e pede que a acompanhe novamente. Ao chegar ao mesmo parque, a amiga conta que aquele seu problema foi resolvido, que está tudo e fala como ela está alegre. A outra amiga, então, fica irritada e diz que ela deixou de trabalhar mais uma vez pensando que a amiga estava com outro problema sério e vai embora enraivecida. Ao final da propaganda, uma passagem da Bíblia, se não me engano: “Chorai com os que choram e alegrai-vos com os que se alegram”. Guardadas as devidas proporções, é isso que é ser amigo: compartilhar os maus momentos (o primordial) e os bons (prova maior de amizade). Daí eu ter dito tanto a uma grande amiga minha depois de ela ter terminado um namoro de muito tempo que a afastou de seus amigos: ser amigo dá trabalho. Não é apenas conquistar, se afastar durante um bom tempo (por qualquer motivo que seja) e querer que seus amigos estejam ali, esperando o seu retorno. Claro que um bom amigo sabe ser paciente, compreensivo e tentar entender o afastamento da outra pessoa, mas não é justo exigir tal compreensão dos amigos e não compreender que eles sentem sua falta, querem a sua presença sempre.
Assim eu desejo feliz dia do amigo a todos aqueles que eu gostaria que estivessem sempre ao meu lado, nos maus e nos bons momentos.Tweet
Há poucos dias eu li no blog da minha amiga Carolina um post sobre a falta que um amigo faz não nos momentos de aflição e angústia, mas nos momentos alegres mesmo. E é a mais pura verdade. Engraçado como eu já tinha essa noção, mas não havia resumido em uma sentença. Nós, geralmente, temos a concepção de amigo como aquela pessoa que está ali para nos apoiar, para nos ajudar num momento de necessidade, como se isso fosse o máximo de nobreza humana a que um amigo pode chegar. Não é! Isso é o mínimo! Quem não se dispõe a ajudar o outro numa hora de necessidade não pode pensar em se intitular amigo. Amizade é aquela que nos faz desejar estar sempre perto da pessoa, vê-la freqüentemente, falar com ela, nem que seja por e-mail, por telefone ou mesmo por uma mensagem gravada na secretária eletrônica. Eu já senti muita falta de amigos nos momentos alegres da minha vida. Isso me faz lembrar de uma propaganda que vi na TV há muitos anos e eu nunca esqueci. Uma amiga vai procurar a outra no seu trabalho no meio do dia, transtornada, angustiada. A amiga deixa o trabalho e vai conversar com sua colega em um parque. Essa conta seu problema, chora no ombro da amiga, que lhe aconselha carinhosamente. Passados alguns dias, a amiga volta ao trabalho da outra e pede que a acompanhe novamente. Ao chegar ao mesmo parque, a amiga conta que aquele seu problema foi resolvido, que está tudo e fala como ela está alegre. A outra amiga, então, fica irritada e diz que ela deixou de trabalhar mais uma vez pensando que a amiga estava com outro problema sério e vai embora enraivecida. Ao final da propaganda, uma passagem da Bíblia, se não me engano: “Chorai com os que choram e alegrai-vos com os que se alegram”. Guardadas as devidas proporções, é isso que é ser amigo: compartilhar os maus momentos (o primordial) e os bons (prova maior de amizade). Daí eu ter dito tanto a uma grande amiga minha depois de ela ter terminado um namoro de muito tempo que a afastou de seus amigos: ser amigo dá trabalho. Não é apenas conquistar, se afastar durante um bom tempo (por qualquer motivo que seja) e querer que seus amigos estejam ali, esperando o seu retorno. Claro que um bom amigo sabe ser paciente, compreensivo e tentar entender o afastamento da outra pessoa, mas não é justo exigir tal compreensão dos amigos e não compreender que eles sentem sua falta, querem a sua presença sempre.
Assim eu desejo feliz dia do amigo a todos aqueles que eu gostaria que estivessem sempre ao meu lado, nos maus e nos bons momentos.Tweet
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